sexta-feira, 25 de março de 2011
O Zumbi
Anda agora desmotivado sem um motivo aparente. Vive a vagar pelas ruas sem um paradeiro certo. Dorme, acorda e não sente nada. O cansaço em seus corpo, a fadiga em seus olhos, sangue em seu coração. Não atende as ligações, não abre as correspondências. Ao cair da noite se esconde como faria um vampiro às avessas. Assiste a filmes antigos se deixando hipnotizar pela tv. Se vê no cowboy, no mocinho, no vilão. Atravessa as madrugadas, lacaio da cafeína. Sente falta de algo que não sabe o que é. Frequenta bares e consome prostitutas. Não se ocupa em nada, não trabalha. Vagabundo é agora. Seu semblante é inerte, sem expressão. Sual alma clama por ajuda em um idioma confuso, desconhecido, impronunciável. Não é feliz, não se vê nem próximo disso. Não ri, não chora, mas não culpa ninguém por seu estado, seu agora. Abre outra garrafa e também o coração. Não há nada lá dentro a ñão ser a certeza de uma morte vindoura e implacável. Quando ela virá não importa, pois ele já está morto, em vida.
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