domingo, 12 de junho de 2011

Para dias que estão por vir

Solitário sempre me senti.  Hoje sei que estou. Que estarei. Dom Quixote sem Sancho Pança. Cavaleiro andante sem relações fixas. Parasita social, eu diria. Preparo me agora para dias difíceis. Dias de pouca conversa, de mesa pra um, de risadas escassas. O braço forte agora se vai, não mais me erguendo quando for preciso. Necessita agora carregar seu próprio fardo, assim como também tenho que fazê lo ,embora não o deseje. Ah, e como não o desejo. Por amigos tenho agora a mesa de bar, a dama de cabaré e o copo sempre cheio. E quando este estiver vazio e eu entorpecido por álcool e amargura, o segurarei em minhas mãos e com lágrimas nos olhos lhe direi o quanto somos iguais. Vazios, ocos. E chorarei

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