A faculdade de Psicologia é algo de veras peculiar, interessante. Lá são formados os indivíduos incumbidos da épica tarefa de tratar as dores, não as dores físicas, (seria fácil demais) mas sim as dores da alma, do viver e do ser no mundo. São médicos especiais, os doutores do sofrimento. Durante essa formação vai se experienciando as infinitas abordagens, fazendo se amizade com figuras como Freud, Nietzsche e outros ilustres homo sapiens que por aqui passaram, e pode se também sentir a real vivência da clínica através de estágios e intervenções, sem falar naquele amigo que deduz que o fato de se estudar Psicologia coloca o indivíduo em um patamar de suma sabedoria e vem aflito ao seu encontro desejoso de falar sobre seus problemas, quase sempre de cunho amoroso. Em uma dessas ocasiões me pus a pensar: e do meu problema, quem é que vai cuidar? Temos aí um questionamento real, mas de fácil resolução. Outro psicólogo, quem mais poderia ser? E é meu mais sincero desejo que este profissional que vai formatar meu HD psíquico também encontre outro que faça o mesmo com ele. E que seja assim até a formação de uma longa cadeia, constituída por aqueles que remediam as dores do mundo, por aqueles que sabem ser médicos e principalmente, que também sabem ser pacientes.
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