terça-feira, 19 de abril de 2011

As Asas Que Eu Nunca Tive

Deitado na grama olhava o céu, e naquela imensidão azul manchada de paz pássaros a voar solenemente. O bater de suas asas desenhava no céu ângulos precisos e sutis. Voavam não só porque era de seu instinto animal, mas pelo simples prazer de o fazê lo. Ases com dom de anjo em fuga para lugar nenhum. A viva expressão da liberdade. Ah, como eu os invejei. O sonho de voar dominou minha realidade. Criar asas e alçar um voo infinito seria a glória de um homem-terra que preso a terra vive. A realidade por sua vez é fria, apática. Só me resta olhar os pássaros em voo e desejar ser como eles, ter asas, voar. E já que se faz impossível o voo do meu corpo, que voem então meus pensamentos.

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